Entenda a perda de espaço das marchinhas no carnaval do Rj

Marchinhas perdem espaço para o axé, funk e sertanejo universitário mudando a cara do carnaval.

marchinhasNo início do século XX o mundo era bem diferente, as mulheres quase não eram enxergadas na sociedade, a não ser as meretrizes, os negros eram tido como inferiores apenas pelo fato da pele ser escura, homossexuais não eram aceitos. Esses comportamentos da sociedade se refletia nas músicas.

O primeiro fator de mudança nas músicas é sazionalidade encarada pelo povo, antigamente música de natal se escutava apenas no natal, música de carnaval apenas no carnaval e música de festa junina apenas em junho. Então os compositores trabalhavam exclusivamente para cada época do ano.

O segundo fator e esse acho que não irá mudar nunca, pois assim como hoje em dia,  o cotidiano era transformado em letra das músicas, e com a mudança de mentalidade e comportamento as letras de músicas também foram alteradas. como exemplo temos a famosa marchinha “Cabeleira do zezé”. Na época quem tinha cabelo grande era mulher, se um cara tivesse cabelos grandes era naturalmente taxado como afeminado. Hoje em dia, o tamanho do cabelo não infuencia assim como o linguajar é ou e ao invés de ” será que ele é” fala -se Viaaaddddooooooo como na música de Valesca.

A globalização também influencia muito, então hoje as músicas são feitas para a eternidade, e não para o natal ou para o carnaval. Então uma música como ” você partiu meu coração” do nego do Borel, Anitta e Wesley Safadão bomba não só no verão mas sim no ano todo, inclusive no carnaval.

Hoje em dia pudores e ambiguidades que eram colocados nas músicas e nas atitudes das pessoas não são mais usados, pois com a evolução palavras antes inenarráveis hoje são pronunciadas sem o mínimo pudor, o maior exemplo é a palavra Bunda.

Por mais que eu seja saudosista e ame, por que não, a ingenuidade das letras antigas, que por sinal são bem mais agradáveis aos ouvidos, esse tipo de música não irá voltar.

Infelizmente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *